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Ex-presidente da Eletrobras, físico Luiz Pinguelli Rosa, morre nesta quinta-feira (3), aos 80 anos

Referência em energia e mudanças climáticas no País, o professor também foi ex-diretor do Coppe/UFRJ

Agência O Globo
03/03/2022 às 16:51.
Atualizado em 03/03/2022 às 16:51

Luis Pinguelli Rosa / 02.07.2003 (Foto: reprodução / Jorge William)

Considerado um dos maiores especialistas em energia no país, o físico e ex-presidente da Eletrobras Luiz Pinguelli Rosa faleceu nesta quinta-feira (3), aos 80 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro decretou luto oficial de três dias

A sua relação com a instituição era de longa data. Além de se graduar em Física, foi diretor quatro vezes no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ), onde também se tornou mestre em Engenharia Nuclear e professor emérito e titular do Programa de Planejamento Energético. 

Na Eletrobras, Pinguelli foi presidente de janeiro de 2003 a maio de2004, no primeiro mandato do ex-presidente Lula. Neste período, a estatal assumiu a gestão técnica e financeira do Programa Luz para Todos e promulgou leis que redefiniram o modelo institucional do setor elétrico. 

 “A Eletrobras registra sua homenagem a Luiz Pinguelli Rosa, agradecendo pelas suas contribuições à companhia e ao setor elétrico brasileiro”, disse a empresa em nota.

“Luiz Pinguelli Rosa foi físico, cientista, professor e profundo conhecedor do sistema elétrico brasileiro, trabalhando e defendendo incansavelmente o desenvolvimento social, econômico e tecnológico do Brasil. O avanço da ciência e a segurança energética do nosso país. Meus sentimentos e solidariedade aos seus familiares , alunos e amigos”, disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em nota.
Entre suas outras contribuições para a ciência brasileira, foi fundador da Associação de Docentes da UFRJ (Adufrj) e secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, organismo científico do governo para estudar o problema do aquecimento global e ajudar na criação e promoção de políticas.

Pinguelli pesquisava não apenas sobre energia e mudanças climáticas, mas também sobre engenharia nuclear, física de reatores, física teórica e física de partículas. 

E participou de diversos estudos e palestras pelo mundo, se tornando membro do Conselho do Pugwash, entidade fundada por Albert Einstein e Bertrand Russel, a qual ganhou o Nobel da Paz em1995.

O docente também era membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e, entre os muitos prêmios recebidos ao longo da carreira, foi eleito personalidade do ano de 2014, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em nota, a Reitoria da UFRJ disse que lamenta profundamente a partida de Pinguelli, “defensor nato da universidade brasileira e da difusão da ciência e da tecnologia”. 

A ex-presidente Dilma Rousseff publicou na sua conta do Twitter que o Brasil perde um dos mais renomados cientistas e especialistas em energia. “É um dia triste para todos os brasileiros. Pinguelli foi um homem à frente do seu tempo, um visionário defensor da ciência e do país. Ele foi um nacionalista que colocou o Brasil e os interesses do povo no centro de todo o seu trabalho intelectual e científico. 
Outras personalidades do meio acadêmico e político manifestaram pesar em suas redes sociais.

As causas da morte não foram informadas. Segundo a UFRJ, o velório ocorrerá às 17h desta quinta-feira, no Átrio do Palácio Universitário, no campus Praia Vermelha, na Avenida Pasteur, 250.

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