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BALANÇO FINAL

CPI da Covid adia leitura de relatório para ajustar 'divergências' na reta final

Presidente da comissão, Omar Aziz, afirma que apresentação deve ficar para quarta-feira. Senadores discordam sobre pontos do texto

Agência O GloboPublicado em 17/10/2021 às 16:11Atualizado há 1 mês
Relator diz que há divergências entre os senadores e que está aberto ao debate / Pedro França - Agência Senado
Relator diz que há divergências entre os senadores e que está aberto ao debate / Pedro França - Agência Senado

A leitura do relatório da CPI da Covid, prevista inicialmente para a próxima terça-feira, foi adiada para quarta-feira, 20. 

O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), diz que há divergências entre os senadores e que está aberto ao debate para que alterações sejam feitas nos próximos dias.

— O tempo só colabora no sentido de que a gente possa fazer um debate melhor, mais profundo. É um relatório complexo, com muita gente, uma papelada nunca vista. As pessoas não pensam igualmente sobre tudo, é natural que tenha divergências — disse Renan Calheiros ao Globo.

A previsão é de que depois da leitura haja ainda um intervalo de uma semana antes da votação. 

Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão, confirmou o adiamento da leitura para quarta-feira e prevê que o relatório seja votado no dia 26, terça-feira da semana seguinte.

Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), também integrante do grupo majoritário da CPI, o "G7", houve "mal-estar" com o vazamento do relatório.

— A ideia é dar vista por 7 dias. Porque o relatório terminou sendo divulgado em partes, vazado, sem que houvesse uma discussão preliminar entre o G7 e isso criou um mal-estar muito grande — disse Costa neste domingo.

 — Tem muita coisa onde há concordância, mas muita coisa onde não há. Esses 7 dias vão tentar ajudar para construir um consenso.

Renan diz que vê com "a maior naturalidade" o fato de haver divergências e que tem "abertura total" para fazer alterações no texto.

— Como é uma proposta minha, eu vou defender a proposta, mas o relatório ainda não está pronto. Eu sempre defendi que nós tivéssemos um tempo de vista maior — afirma o relator.

Renan deve indicar ao menos 11 tipos penais para o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro. Além dele, deve haver mais de 60 sugestões de indiciamentos no relatório, segundo uma versão preliminar a que o Globo teve acesso. 

Entres eles estão três ministros do governo e os filhos do presidente: Carlos, Eduardo e Flávio Bolsonaro.Os crimes pelos quais o relator pedirá o indiciamento de Bolsonaro são de epidemia com resultado de morte; infração de medidas sanitárias; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documento particular; charlatanismo; prevaricação; genocídio de indígenas; crimes contra a humanidade; crimes de responsabilidade; e homicídio por omissão.

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