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COMBATE À COVID

Brasil recebe 4 milhões de doses da vacina de Oxford

Imunizantes prontos para serem aplicados foram fornecidos pelo consórcio Covax Facility, numa iniciativa global da OMS.

Agência EstadoPublicado em 03/05/2021 às 13:28Atualizado há 10 dias
É a segunda e maior remessa enviada até agora por meio do consórcio / Divulgação

Chegaram ao Brasil, entre o sábado, 1º de maio, e o domingo, 2, mais 4 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca fornecidas por meio do consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição global de imunizantes contra a covid. Foram 220,8 mil doses recebidas no sábado e mais 3,8 milhões desembarcadas no domingo no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

É a segunda e maior remessa enviada até agora por meio do consórcio. No final de março, o País recebeu 1 milhão de doses.

Embora o Covax trabalhe com vacinas de diversos fabricantes, todas as doses enviadas até agora ao Brasil foram de produtos de Oxford/AstraZeneca produzidos em uma fábrica da farmacêutica na Coreia do Sul.

Parte desse quantitativo estava atrasado. A previsão para a entrega de março era de 2,9 milhões de doses, mas só um terço do volume foi enviado.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Socorro Gross, estiveram no aeroporto no domingo para receber as vacinas

Outros 4,8 milhões de doses do Covax são esperados para este mês: 4 milhões do imunizante de Oxford/AstraZeneca e 842,4 mil doses da vacina da Pfizer/BioNTech. Até o final do ano, o acordo prevê a entrega de 42,5 milhões de vacinas ao País.

O Brasil também tem contrato para 100 milhões de doses da Pfizer firmado diretamente com o laboratório. A primeira remessa, com 1 milhão de unidades, chegou na última quinta-feira e começará a ser distribuída aos Estados nesta segunda-feira, 3. 

Na próxima quinta, o Instituto Butantan deve entregar outro 1 milhão de doses da Coronavac. 

Elas são esperadas principalmente por municípios que tiveram que interromper a oferta da segunda aplicação por atraso na entrega.

Covax

A biofarmacêutica americana Moderna anunciou nesta segunda-feira, dia 3, que irá fornecer 34 milhões de doses de sua vacina contra a covid-19 para um programa internacional que distribui imunizantes de graça a países em desenvolvimento. As doses serão entregues no quarto trimestre deste ano à iniciativa Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS), programa financiado principalmente por governos ocidentais que oferece vacinas gratuitas contra o novo coronavírus a 92 países de renda baixa e média. A Covax terá a opção de comprar mais 446 milhões de doses da Moderna em 2022, segundo comunicado da Moderna.

OPAS

O vice-diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde, vinculada à Organização Mundial de Saúde (Opas/OMS), Jarbas Barbosa, respondeu aos comentários realizados neste domingo (2) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que afirmou que o Brasil deveria ter começado a receber em janeiro as doses de vacinas do Consórcio Covax Facility, entregues ontem à pasta. Jarbas disse que o atraso na entrega dos imunizantes foi de 30 dias, reforçando que as vacinas deveriam ter chegado ao País no fim de março.

De acordo com o vice-diretor, em entrevista à rádio CBN, Queiroga devia estar fazendo referência a uma carta enviada aos países no dia 28 de fevereiro, que previa a entrega da primeira remessa dos imunizantes entre os meses de fevereiro e junho. O vice-diretor da Opas, no entanto, não deixou de ressaltar que houve um atraso na entrega dos imunizantes, que atribui, em parte, à situação da Índia, maior distribuidor de vacinas ao consórcio, e que tem enfrentado um recrudescimento de casos de covid-19 no país.

"Esse produtor está tendo dificuldades de cumprir o contrato porque o governo da Índia não tem autorizado as exportações. Há uma busca de se estabelecer uma negociação com o governo da Índia de maneira que pelo menos parte da produção do Serum Institute da Índia pudesse continuar sendo entregue pelo mecanismo Covax", disse. 

Durante a entrevista, Barbosa também afirmou que vê a possibilidade de países mais ricos doarem seus excedentes de vacinas a países da América Latina. "Nós estamos em conversa com alguns países, já pedimos aos Estados Unidos que eles pudessem ajudar a América Latina e o Caribe, principalmente, com as doses de vacina que eles não vão utilizar, e tivemos essa mesma conversa com o governo da Espanha", afirmou.

"São conversas mantidas de maneira reservada durante algumas semanas pela sensibilidade política do tema, mas agora no dia 1º, durante a reunião da Cúpula Ibero-Americana, o primeiro ministro da Espanha tornou público o desejo da Espanha de fazer uma doação por intermédio do mecanismo Covax, mas priorizando a América Latina", afirmou o diretor, que disse estar conversando com o país para entender seus critérios de prioridade.

Jarbas também defendeu que países trabalhem em um novo tratado com relação às pandemias. Segundo ele, "nitidamente o mundo se encontra despreparado para fazer face a uma pandemia como essa, se a gente não tem o acesso equitativo (a insumos)". "Enquanto alguns países ricos compram vacinas para três, quatro, cinco vezes a sua população, países mais pobres, por exemplo, têm no mecanismo Covax sua única ou principal fonte de recebimento de vacinas, se encontram com dificuldades, porque vários produtores entregam 100% da sua produção no primeiro semestre para os países ricos", argumentou.

Chegaram ao Brasil, entre o último sábado, 1º, e domingo, 2, mais 4 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca fornecidas por meio do consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a distribuição global de imunizantes contra a covid. Foram 220,8 mil doses recebidas anteontem e mais 3,8 milhões desembarcadas ontem no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

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