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Bispo fala sobre política no 26º Grito dos Excluídos

D. Pedro criticou ações do governo federal nas áreas sociais e ambientais

Utilizando a metáfora do “velho” e do “novo” fermento e seus efeitos sobre a massa, citados pelo apóstolo Paulo em seus escritos, o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, fez críticas ao comportamento do governo do presidente Jair Bolsonaro em relação a questões sociais e ecológicas. O sermão aconteceu durante o 26º Grito dos Excluídos, realizado no feriado de 7 de Setembro, na Catedral de Santana. O religioso falou após exposições de representantes de várias pastorais da Igreja Católica e, a certa altura, lembrou que há dois anos, “tivemos eleições e quem foram os que ganharam? Foram aqueles que se apresentaram como ‘novo’, mas que acabaram sendo o que de mais velho poderia entrar, o fermento mais velho e estragado”. D. Pedro alertou para os cuidados que se deve ter com “o fermento velho que estraga tudo”. Fez, então, referência ao pacto proposto em um documento assinado por seis entidades brasileiras e encabeçado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “pela vida e pelo Brasil”. Lembrando as comemorações do Dia da Pátria, ele exortou os católicos a “pensarem mais no nosso País, no povo e, sobretudo, nos mais sofredores.” Pediu a união de todos em torno de um objetivo que não é tão fácil de ser alcançado, mas que, com cada um fazendo sua parte, isso acabará sendo possível. Ainda sobre o documento com diretrizes para o futuro, o bispo falou das preocupações com o destino do Brasil “que não vai bem e hoje é muito mal visto lá fora, pelo que está acontecendo na Amazônia – ‘uma vergonha’ – em relação à floresta, com devastação e incêndios. E também com os povos indígenas.” Segundo ele, todos estão sendo tratados como “estorvos” pelo governo Bolsonaro. D. Pedro se lembrou que desde a campanha o presidente vinha dizendo que “não iria mover uma palha” pelos índios e que não iria “demarcar um milímetro”

de terras indígenas, assim como não estava preocupado com florestas, mas com o desenvolvimento. “E votaram nele assim mesmo”, lamentou o bispo, que indagou: “Isso é programa? Isso é desenvolvimento? É vida? Isso é feito para gerar recursos para poucos, acabando com a água, o ar, agricultura, com a vida de todos. Que velho fermento é esse? Que velha política é essa, chamada de nova?” Dom Pedro pregou a união de todos em torno do “fermento novo” do Cristo, para tornar o Reino de Deus, “cada dia mais forte e que nunca será destruído”.

E o nosso trem?

Ao participar da 26ª Semana de Tecnologia Metroviária, o presidente da C PTM, Pedro Moro, mostrou as etapas de implantação do Trem Intercidades, entre São Paulo e Campinas. E foi mais além, detalhando o Trem Intermetropolitano (TIM), que fará o percurso entre Francisco Morato e Campinas. Nem uma só palavra sobre a promessa do governador João Doria (PSDB) de criar um novo trajeto do Trem Intercidades entre São Paulo e Vale do Paraíba, que poderia beneficiar Mogi das Cruzes. Ou seja, para Campinas, tudo…

Pareceres

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Mogi abriu inscrições para o credenciamento de pareceristas. Isso mesmo: pareceristas, ou pessoas que deverão fazer análise e emitir pareceres técnicos sobre projetos culturais inscritos em processos seletivos da cidade. Eles formarão a Comissão de Análise de Projetos para escolher aqueles que poderão ser beneficiados com a Lei de Incentivo à Cultura e nos editais publicados em atendimento à Lei Federal Aldir Blanc. As inscrições seguem até o dia 1º de outubro, somente online, no site da Secretaria.

Bons ventos

O presidente da Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), Osvaldo Baradel, tem pelo menos dois bons motivos para comemorar. O primeiro é a definição pelo Estado da construção de uma avenida Marginal que dará o tão esperado acesso alternativo para o Taboão, a partir da rodovia Ayrton Senna, a ser executado pela Artesp. O outro a retomada das atividades empresariais naquela região, a começar pela sua própria fábrica de peças plásticas automotivas. Após reduzir de três turnos de trabalho para um, a empresa já voltou a operar com dois.

Como fica?

Entre tantos outros problemas, o presidente da Câmara, vereador Sadao Sakai (PL), tem pelo menos um, que deverá merecer sua especial atenção. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Legislativo ainda é presidido pelo vereador Antonio Lino da Silva (PSD), considerado foragido pela Polícia e deverá ser assumido por Francimário Farofa (PL). Um dos suplentes é o vereador Jean Lopes (PL), preso desde o último final de semana. Deve ser substituído pelo também suplente Pedro Komura (PSDB).

Frase

Se colocarem o governo para administrar o deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.

Milton Friedman (1912-2006), economista, estatístico e escritor norte-americano


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