PROTOCOLO

Após queixa, Mercadão de Mogi começa a medir a temperatura de consumidores

DESTAQUE Secretário Renato Abdo afirma que aferição não é obrigatória, mas atende sugestão de leitor. (Foto: Eisner Soares)
DESTAQUE Secretário Renato Abdo afirma que aferição não é obrigatória, mas atende sugestão de leitor. (Foto: Eisner Soares)

A aferição da temperatura passará a ser feita na entrada do Mercado Municipal de Mogi das Cruzes. Mesmo que não seja obrigatória, a medida foi tomada pela Prefeitura após a reclamação de um leitor publicada na seção Cartas deste jornal. O secretário municipal de Agricultura, Renato Abdo, afirmou que o espaço já segue todo o protocolo necessário, com a disponibilização de álcool em gel e entrada controlada do público.

Segundo o chefe da pasta, um acordo com a Associação dos Comerciantes do Mercadão estipulou que o álcool em gel seria disponibilizado individualmente por cada boxista, mas que totens também seriam espalhados pelo centro de compras, que é o que vem sendo feito. Além disso, a entrada do público foi limitada e só pode acontecer pelas portas das ruas Flaviano de Melo e Coronel Souza Franco. Por vez, estão permitidas 300 pessoas no espaço.

“Da maneira como a crítica foi feita, parece que a pessoa não chegou a ir até o Mercado, porque nós temos sim um protocolo que está sendo seguido tanto pela Prefeitura, quanto pela Associação. A medição de temperatura não é determinada por lei e mesmo assim vamos implantar para ampliar a segurança dos frequentadores. Nós pensamos na preservação da vida e vamos continuar seguindo as normas”, afirma o secretário.

Hoje, o Mercadão tem ficado aberto de segunda a sexta-feira das 8 às 17 horas e aos sábados das 8 às 16 horas. Aos domingos o funcionamento é das 8 às 12 horas. Entretanto, Abdo explica que os comércios foram divididos em três grupos: os serviços considerados essenciais; as lanchonetes e restaurantes – que só podem funcionar com entregas ou retiradas de pedidos, das 11 às 17 horas – e os salões de cabeleireiros e barbearias, que podem funcionar durante seis horas em horários definidos pelos proprietários.

De acordo com o secretário, mesmo com o controle de público, o movimento no local tem chegado próximo ao que era visto no período anterior à pandemia do novo coronavírus, com cerca de 2 mil visitantes diariamente. Antes, a média ficava entre os 2 mil e 2,5 mil. As vendas, porém, diminuíram em torno de 20%.

Obras

A empresa que ficará responsável pela implantação de melhorias no Mercado Municipal já foi definida, mas não teve o nome divulgado. Isso porque o contrato ainda não foi assinado, o que deve acontecer nos próximos dias. O secretário revelou que a intenção é que as obras já possam ser iniciadas na próxima semana.

Dentro dos serviços está prevista a instalação de um mezanino para criação de uma área de convivência e serão substituídas peças faltantes do vitral. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 814,2 mil.

“Já foi feita uma primeira etapa e o contrato deve ser assinado em breve. No ano retrasado, nós fizemos a pintura e a reforma do piso. No ano passado, aconteceu a reforma dos banheiros e demos uma melhorada no telhado. Agora também vamos substituir as calhas e rufos. Tudo isso faz parte do programa Mogi é Agro, que vai contemplar ainda a reestruturação de outros mercados”, frisa.

 


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