CONSUMO

Após alta, mogiano diminui compra de carne bovina

SUFOCO Consumidores pesquisam mais e diminuem a quantidade da carne bovina que levam para a casa, contam os açougueiros. (Foto: Eisner Soares)

O aumento no preço da carne bovina não tem afastado os consumidores dos açougues de Mogi das Cruzes, mas mudou um comportamento: eles estão comprando em menor quantidade. Para muitos, uma solução tem sido a substituição do alimento por outros tipos de carne, como a suína e as aves. Com a aproximação das festividades de final de ano, o porco, que costuma ser consumido em grande escala nesse período, também deverá custar mais caro nos próximos dias.

Proprietário de um açougue no Mercado Municipal, Alexandre Santarelli, diz que as carnes de primeira – como o contrafilé e a alcatra – estão até R$ 10 mais caras. A alta começou a ser percebida há cerca de um mês. Muito disso se deu por conta de uma maior importação da China, o que fez com que a arroba do boi subisse. Na primeira semana de dezembro, o valor diminuiu em cerca de 9%, segundo o Ministério da Agricultura.

“Agora começou a cair um pouco, mas isso não é nada comparado ao tanto que aumentou. Os clientes não estão deixando de comprar, mas quem levava um quilo, por exemplo, agora tem levado 700 gramas. O valor realmente assusta e a gente não pode fazer nada. Até mesmo para quem tem feito a substituição os problemas existem. A carne de porco também deverá subir, porque ela é muito comprada no final do ano”, alertou Santarelli.

Mesmo com o maior consumo de carne suína durante o Natal e o Ano Novo, Santarelli também vende bastante carne bovina para esses eventos. Principalmente por ser o único do Mercadão a vendê-las recheadas, um dos diferenciais de seu açougue. Agora, ele diz que será preciso esperar pelas próximas semanas para ver como serão essas vendas, torcendo para uma diminuição nos preços.

A vendedora Márcia Silveira conta que em sua casa o consumo de carne bovina não acontece muito durante a semana, diferente dos sábados e domingos. “Como todo mundo trabalha e fica fora o dia todo, não costumamos almoçar e jantar em casa. Mas no final de semana a gente sempre gosta de fazer um churrasco, o que está muito mais caro agora. Por isso, se antes uma pessoa só pagava a festa pra todo mundo, agora a gente está dividindo as despesas”, contou.

Para o frentista Paulo Couto a solução tem sido consumir as outras carnes. Morando com outras quatro pessoas, ele diz que é difícil diminuir a quantidade. Sendo assim, o consumo de frango tem aumentado. “Cada dia a gente faz de um jeito diferente. Assado, frito, grelhado. Essa tem sido a variação”, brincou.


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