Aos nossos leitores

Nesta semana, o uso de um termômetro na porta do Mercado Municipal reforçou o espírito deste jornal destacado em um editorial de 1994, quando O Diário estava a caminho dos 40 anos. De lá para cá, somamos outros 26 anos e reafirmamos a consciência de que “a missão deste jornal se limita a escrever – não fazer – a história da comunidade que lhe deu vida”.

Bem, voltemos ao termômetro. Na terça-feira última, o leitor e professor Paulo Reis, em nossa seção de Cartas, cobrou o cumprimento de alguns protocolos sanitários no Mercado Municipal, como a medição da temperatura e a oferta do álcool gel, logo na entrada. Uma maneira de prevenir o contágio da Covid-19, que faz vítimas fatais todos os dias na cidade.

Na resposta ao questionamento, notou-se inclusive, uma tentativa de se desconsiderar a preocupç]ão com o assunto. O governo municipal começou a usar o termômetro e quando fez isso, o secretário Renato Abdo destacou que tal medida não é uma obrigatoriedade dos códigos em vigor.

Pode não ser. Mas são considerações e sugestões feitas constantemente por nossos leitores que fazem Mogi ser o que é – independente de quem esteja ocupando este ou aquele cargo no poder público. Nossos leitores são defensores da cidade.

E aproveitam toda e qualquer oportunidade para alertar sobre o que não vai bem.

Qualificar a visita ao Mercadão deveria ser um mantra da saúde municipal. Uma ida segura e tranquila ao principal mercado da cidade faz bem às pessoas. Reforçar as medidas preventivas, ali, conscientiza as pessoas. É como dizer: cuide-se bem!

A conquista do termômetro nos dá a oportunidade de agradecer aos nossos leitores, como o professor Paulo Reis. E de renovar o nosso compromisso, repetindo o editorial que sintetiza o legado deixado pelo jornalista Tirreno Da San Biagio sobre o jornalismo prezado por este jornal.

“Nesta atividade, pouco importam as máquinas, pouco importam os prédios. Todos – máquinas e prédios – são apenas meios para se atingir um objetivo que só a vontade, a consciência e a responsabilidade permitem. O Diário não é feito por máquinas. O Diário é feito por pessoas. Pelo repórter e pelo cronista; pelo editor e pelo motorista; pelo digitador e pelo fotógrafo; pela administração, pelo comercial e pelo entregador. Pelo jornaleiro e pelo impressor. Por esse grupo de profissionais aos quais deve sua própria existência. Sobretudo, por seus leitores. Estes sim são a razão final de nosso trabalho.”


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