MEDIDA

Ampliação de vagas em serviço de hemodiálise em Mogi segue sem previsão

SITUAÇÃO Instituto de Nefrologia atende cerca de 300 pacientes. (Foto: divulgação)
SITUAÇÃO Instituto de Nefrologia atende cerca de 300 pacientes. (Foto: divulgação)

Mogi não tem previsão sobre aumento na capacidade de atendimento de hemodiálise no município. Hoje há deficit de vagas para 45 pacientes que são obrigados a sair da cidade até três vezes por semana para tratamento na Capital e não têm expectativa sobre qualquer possibilidade de transferência para que possam ser atendidos pelo serviço público local.

A Prefeitura explica que faz um trabalho junto ao Governo do Estado para aumentar o número de vagas ofertadas pelo Instituto de Nefrologia da cidade, mas não tem previsão para esta ampliação.

A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que no final do ano passado foi renovado o contrato de cessão de uso da área para realização do trabalho do Instituto. Na época, chegou a ser anunciada a criação de 60 vagas preferencialmente para pacientes moradores na cidade, mas isso ainda não aconteceu.

O Instituto de Nefrologia possui contrato direto com o Governo do Estado e atende cerca de 300 pacientes, dos quais 230 são residentes na cidade e os demais em outros municípios da região. Outros 45 mogianos fazem o tratamento renais fora e utilizam o transporte gratuito fornecido pela Prefeitura por meio da Central de Urgências, Remoções e Emergências (Cure). São transportados por uma van que leva o grupo às unidades de terapia e retorna ao término das sessões.

Esse descolamento gera reclamações por parte dessas pessoas, que mesmo debilitadas pela doença são obrigadas a fazer as viagens três vezes por semana e passar o dia todo fora, já que dependem do transporte e precisam esperar até que o grupo seja atendido para depois voltar à cidade. A falta de solução sobre as vagas é discutida na Justiça por pacientes que lutam para conseguir a acomodação no município.

A direção do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) alega que a necessidade de melhoria no serviço de hemodiálise na região está no radar da Câmara Técnica de Saúde do órgão e garante que retomará as cobranças junto ao Estado.

No ano passado, após várias solicitações por mais vagas, houve ampliação de 1.188 para 1.348 nos institutos de nefrologia de Mogi e Suzano e no Hospital Santa Marcelina, em Itaquaquecetuba. Em fevereiro deste ano, pouco antes da pandemia, o Consórcio solicitou ao Estado um detalhamento sobre a atual situação e previsão de ampliação do serviço, porém diante da insuficiência de respostas, pediu nova complementação dos dados, não recebendo retorno até o momento.

Por sua vez, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de São Paulo informa que todos os pacientes com indicação para tratamento de hemodiálise no Alto Tietê são atendidos e esclarece que a região conta com seis serviços, com 245 máquinas de hemodiálise, que atendem os pacientes ambulatorialmente ou em caráter de internação.

Atualmente, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, há mais 1,6 mil pacientes da região em atendimento. “O DRS conta com fluxo de regulação que atua para definir o local de atendimento mais próximo da residência, priorizando casos mais graves e urgentes”, destaca em nota enviada a O Diário. Observou ainda que essa questão das vagas tem que ser discutida com o Ministério da Saúde, responsável pelo credenciamento de serviços de hemodiálise no País e pelo custeio da assistência.


Deixe seu comentário