ATIVIDADES

Academias de Mogi das Cruzes ainda registram baixa procura

ZELO Apesar de autorização, minoria retoma a rotina de exercícios físicos, segundo donos de academias. (Foto: arquivo)
ZELO Apesar de autorização, minoria retoma a rotina de exercícios físicos, segundo donos de academias. (Foto: arquivo)

Há três semanas com permissão para funcionarem parcialmente, as academias de Mogi das Cruzes ainda estão com baixo movimento. Os proprietários estimam que cerca de 30% a 40% do público que está com a matrícula ativa esteja comparecendo aos estabelecimentos, mas acreditam que esses números poderiam melhorar. Eles afirmam que seria importante ampliar o horário liberado para esse tipo de atividade, para que mais pessoas pudessem comparecer a esses locais em horários mais espaçados.

“Na minha academia existem duas situações. Para a academia de personal voltou praticamente todo mundo, mas na convencional ainda há muito receio. Por isso estamos trabalhando para divulgar as medidas de segurança que adotamos e mostrando que estamos seguindo todo o protocolo necessário. Se nos próximos dias começar a fazer mais calor, acredito que o movimento possa aumentar um pouco, mas ainda seria pouco”, comenta Marcos Pudo, que está à frente da Trainer.

A liberação para o funcionamento parcial se deu a partir do último dia 13, quando o Alto Tietê avançou para a fase 3 – amarela do Plano São Paulo e a Prefeitura de Mogi decretou a autorização. A partir disso, a abertura se deu com algumas regras, como a necessidade de agendamento prévio, já que os estabelecimentos podem trabalhar com apenas 30% de sua capacidade. Além disso, as aulas e atendimentos podem acontecer por um período da manhã, das 7 às 10 horas, e outro período durante a noite, das 18 às 21 horas.

Outras medidas precisaram ser adotadas, como a disponibilização de álcool em gel, a compra de tapetes sanitizantes e de termômetros para a aferição de febre logo na entrada. Pudo explica que onde os frequentadores precisam tocar as mãos sempre há como fazer a higienização. Ressalta ainda que a partir do momento que a pessoa volta a fazer atividades físicas, aumenta o sistema imunológico e fica menos suscetível às doenças.

Em outras academias da cidade os mesmos procedimentos foram adotados, como é o caso da Ação, comandada por Maurício Gullo. Ele também destaca a importância de se exercitar para que as pessoas estejam mais ativas e, consequentemente, mais saudáveis. Para promover esse incentivo, diz que é importante que o horário seja ampliado, para que os frequentadores se sintam mais seguros e tenham mais tempo disponível para as atividades.

“Isso de separar em dos dois períodos atrapalhou bastante, porque trabalhar dessa maneira prejudica tanto o financeiro quanto a frequência, que poderia ser feita de maneira mais organizada se a gente funcionasse mais horas. Surge ainda o problema com os funcionários, porque muitos professores meus ficaram sem tempo para trabalhar na academia, porque não há essa necessidade. Isso pode ser muito ruim também para os colaboradores”, diz Gullo.

O proprietário explica que no momento não há como fazer promoções para atrair mais alunos, já que a receita poderia cair muito, chegando à falência. O que ele tem feito, é uma grande divulgação pelas redes sociais.

No Clube de Campo, a reabertura das atividades também está ocorrendo. Luiz Peruchi, coordenador da Academia, destaca que o local mantém controle da higiene. “Tomamos todas as precauções, com a higienização do ambiente e dos equipamentos. Além disso, já era regra no Clube que os sócios, quando terminavam seus exercícios, eles mesmo limpavam o aparelho para o próximo. Também destaco a demarcação de solo para respeitar a distância de 1,5 metro entre os sócios, que estavam usando máscaras protetoras”, disse Peruchi.


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